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E de repente o coração fica pequeno, a boca começa a tremer e os olhos ficam embaçados cheios de lágrimas.
São as praças, as pontes, as pessoas, as promessas que permitem que a gente se sinta feliz.
É que de tantas lembranças a gente começa viver o passado. Do tempo que te via, até de quando eu não te via. Sua força, sua garra, seu olhar e seu choro. De tudo você me dá saudade, de sua ausência um corte profundo no meu peito.
Não sei se um dia voltarei a te ver, mas sei que estás por águas, rios e memórias.
Já que a vida toma rumos e a gente ouve rumores, já que estou olhando para um ponto cego no céu, que isso me cobre como véu, pronto ou rasgado por amores.
Tua rosa, perfume, cartas e sorrisos estão espalhados pelos campos do meu pensamento, rego e colho todos os dias, todos os anos.
Ainda que de mim nada ouça falar, ainda que de você nada escute, é em uma noite escura e fria que olha o quarto vazio, ou sonho que desperta e deixa o peito acelerado, mas também em um domingo normal, quente e de marasmo, estarei lá, sempre que o dia parar e o tempo for o mais lento, toda vez que uma terça existir sem propósito na semana, ainda estarei lá. Tudo bem, pode ser que demore um ou dois anos, mas quando a lembrança vem, perdura e dura o tempo da saudade, o tempo da falta, o tempo em que uma tarde dessa qualquer, vira eternidade.
Saudade é vontade de ver e ter novo e dói mais quando a gente sabe que isso nunca mais vai acontecer.
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